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1. NEURORRETINITE DE ASPECTO ATÍPICO EM CRIANÇA HÍGIDA
Autor: PENA, AB
Coautor: SANTOS, DVV
LGAC, 6 anos, estudante, natural de Pedro Leopoldo/MG. Deu entrada no Serviço de Uveítes do HSG com história de hiperemia moderada em olho direito, sem dor, com aproximadamente 20 dias de evolução, inicialmente tratada por pediatra como conjuntivite. Foi encaminhado por oftalmologista de sua cidade devido a uveíte posterior. Paciente previamente hígido, com único dado epidemiológico positivo de contato eventual com filhote de cão. Na admissão, apresentava-se com olho esquerdo calmo e leve reação não granulomatosa de câmara anterior, normotonia à TBD, e à fundoscopia notava-se: vítreo transparente; D.O. hiperemiado +2/+4 com contorno nasal pouco definido; mácula com reflexo reduzido, apresentando discreto edema; vasos de calibre e contorno habituais; lesões difusas pela média periferia retiniana, de limites nítidos, algumas brancacentas e outras já cicatrizadas, pequenas. Não haviam alterações no olho contralateral. A AV era 20/20 em OD e 20/40 em OE. Foram solicitadas sorologias diversas, hemograma, função hepática, lisozima, ECA, urina EAS e Ca urinário em 24h, EPF, PPD, Rx tórax. As principais hipóteses diagnósticas eram DUSN, toxoplasmose de apresentação atípica ou menos provavelmente infecção fúngica ou sarcoidose. No primeiro dia de internação foi detectada linfadenopatia submandibular e cervical superior direita dolorosa, sem sinais flogísticos. Nos próximos dois dias houve rápida evolução da linfadenite, com hiperemia, enduração, dor e dificuldade de movimentação cervical. Paciente apresentou alguns picos febris (em torno de 38,5°C) em horários diversos, que cediam à medicação com dipirona. No 4° dia de IH foi realizada USG cervical, que mostrou aumento + abscedação linfonodal associada a miosite esternocleidomastóidea à direita; haviam também linfonodos aumentados em cadeia cervical superior esquerda. Optou-se por iniciar oxacilina venosa, com melhora dos sinais inflamatórios após 24h. Os exames complementares foram normais, IgG e IgM para toxoplasmose negativos, realizado ERG em 09/09/11 que foi normal, exceto por discreta redução dos potenciais oscilatórios em OE. Realizado tratamento com albendazol 10mg/kg pensando-se em toxocaríase/DUSN apesar de ERG incompatível com literatura; o paciente foi examinado sob sedação na tentativa de encontrar e fotocoagular a larva subretiniana, mas não houve achado característico; a OCT também não demonstrou alterações típicas na área suspeita. Foi iniciada corticoterapia oral com discreta melhora da AV. O restante dos exames complementares estará pronto no próximo dia 20. A importância do caso está na discussão dos sinais/sintomas e possíveis diagnósticos diferenciais, bem como condução do caso e quais exames solicitar em tais situações.
2. RETINOSQUISE ADQUIRIDA E SUA ABORDAGEM CIRÚRGICA - RELATO DE UM CASO
Autor: Souza, T. M.
Coautor: Nehemy, M. B.; Coelho, L. M.
Instituto: Hospital São Geraldo – Hospital das Clínicas/ UFMG
INTRODUÇÃO: O termo retinosquise se refere à separação anormal entre camadas retinianas. Existem dois subtipos principais já descritos: uma forma congênita, ligada ao X, também conhecida como retinosquise juvenil, de manifestação precoce, bilateral, cuja separação se dá ao nível da camada de fibras nervosas e uma forma adquirida, ou senil, de início tardio, a partir dos 40 anos, tendendo à bilateralidade em 50 – 80% dos casos, geralmente não progressiva, em cujas formas típicas a lise ocorre na camada plexiforme externa. Também já foram descritas formas de retinosquise secundárias a miopia, diabetes mellitus, entre outras.
RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 43 anos, com queixa de baixa acuidade visual (BAV) em olho esquerdo há uma semana. A acuidade visual (AV) corrigida na primeira consulta era de 20/20 com -5.00 - 4.00 x 5° em olho direito (OD) e 20/70 com - 2.50 - 1.75 x 175° em olho esquerdo (OE). A fundoscopia mostrava discreta elevação retiniana em área macular, com grande ruptura da retina em média periferia temporal. O restante do exame oftalmológico era normal. A tomografia de coerência óptica (OCT) evidenciava separação das camadas neurorretinianas ao nível da camada plexiforme externa, o que sugeria o diagnóstico de retinosquise adquirida ou senil. O paciente foi submetido a vitrectomia posterior via pars plana (VVPP), com drenagem interna do líquido sub-retiniano, endolaser e infusão de gás, sem intercorrências. No pós- operatório precoce, a AV nesse olho já era de 20/60, com sucesso anatômico e funcional.
CONCLUSÕES: principal pilar do tratamento da retinosquise é a abordagem cirúrgica. Contudo, nem todos os casos devem ser operados e, naqueles em que a cirurgia está indicada, não há consenso sobre a técnica ideal, o que torna a decisão terapêutica controversa e, ao mesmo tempo, desafiadora. Independentemente da opção, deve-se bloquear as soluções de continuidade externas e avaliar a necessidade de drenagem do líquido sub-retiniano. O resultado final é função direta da habilidade do cirurgião e da situação da retina operada.
3. ENDOFTALMITE ASSOCIADA A DESCOLAMENTO DE CORÓIDE APÓS CIRURGIA FISTULIZANTE
Autor: COELHO, LM*;
Coautor: SOUZA, TM; NEHEMY, MB.
Instituto: Hospital São Geraldo
Introdução: A endoftalmite é uma inflamação dos tecidos intra-oculares e representa uma das complicações mais graves e de pior resultado funcional dentre as afecções oftalmológicas. O descolamento de coróide pode ocorrer após cirurgias intra-oculares ou estar associado a inflamação ocular ou doença sistêmica e requer tratamento da causa subjacente. A associação dessas duas condições representa uma situação complexa e desafiadora.
Relato de caso: Paciente de 51 anos, masculino, encaminhado com queixa de diminuição da acuidade visual em olho direito (OD) há 1 semana. Ao exame, apresentava acuidade visual (AV) de percepção luminosa (PL) em OD e de 20/50 em olho esquerdo (OE). À biomicroscopia, observava-se hiperemia difusa acentuada, cicatrizes de ceratotomia radial, câmara anterior (CA) rasa com flare 3+/4+ e células 4+/4+, precipitados ceráticos (PK) e fibrina sobre a cápsula anterior, sinéquias posteriores extensas e iridectomia periférica superior. Havia antecedentes de cirurgia fistulizante em OD há 3 anos e de ceratotomia radial em ambos os olhos (AO) há 2 anos. O exame ecográfico modo-B era compatível com endoftalmite associada a descolamento de coróide em OD. O paciente foi submetido a tratamento cirúrgico com drenagem do descolamento de coróide via transconjuntival, facoemulsificação, vitrectomia via pars plana (VVPP), antibioticoterapia intra-vítrea e implante de óleo de silicone. O paciente evoluiu bem, com resolução do quadro infeccioso e do descolamento de coróide e segue em acompanhamento clínico, até nova programação cirúrgica para implante secundário de lentre intra-ocular (LIO) e reabilitação visual.
Conclusão: a endoftalmite é uma condição devastadora e requer diagnóstico precoce e intervenção apropriada. A associação ao descolamento de coróide torna a conduta médica ainda mais complexa e desafiadora. O pronto reconhecimento do quadro e o tratamento apropriado favorecem a boa evolução do paciente, com bons resultados anatômicos associados a bom prognóstico funcional.
4. SARCOIDOSE NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA CONJUNTIVITE FOLICULAR – SUSPEITA CLÍNICA E INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR – RELATO DE CASO
Autor: FERREIRA, S.M.
Coautor: QUEIROZ, R.; CAMPOS, W.R.; HAYASI, A.; SPINDOLA, S.
INTRODUÇÃO: A sarcoidose é uma desordem sistêmica caracterizada pelo desenvolvimento de inflamação granulomatosa não-caseosa nos tecidos afetados. Apesar de o sítio pulmonar ser o local de acometimento mais frequente da doença, o envolvimento ocular não é raro, ocorrendo em aproximadamente 50% dos pacientes acometidos. No que tange o acometimento ocular, ainda que a uveíte seja a forma de apresentação mais comum, existem diversos espectros clínicos da doença que podem confundir o médico oftalmologista. Granulomas conjuntivais são observados em 7% dos pacientes com envolvimento ocular, e estes frequentemente são subestimados em um exame oftalmológico de rotina, já que sua aparência é semelhante aos folículos conjuntivais.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente feminina, 74 anos, queixa de dor em pontada e olho seco em olho esquerdo há cinco anos. Apresentava ao exame biomicroscópico evidência de conjuntivite folicular, sendo inclusive submetida previamente a tratamento clínico para conjuntivite por Chlamydia, sem melhora. Após suspeita clínica e investigação complementar, incluindo biópsia conjuntival, confirmou-se o diagnóstico de sarcoidose ocular.
DISCUSSÃO: O caso destaca a importância da consideração de amplo leque de diagnóstico diferenciais nos achados do exame biomicroscópicos. A sarcoidose ocular pode se apresentar das mais diversas formas clínicas possíveis e a demora no diagnóstico e tratamento da doença pode levar ao comprometimento visual permanente em alguns casos. Portanto, em casos de persistência de alterações biomicroscópicas aliada a não resolução das queixas do paciente, é fundamental uma investigação clínica mais detalhada, juntamente com a solicitação de exames complementares direcionados. Para isso, é fundamental o levantamento de hipóteses diagnósticas congruentes com o quadro clínico, logo, o conhecimento das manifestações clínicas menos frequentes da doença é indispensável.
5. BAIXA VISUAL, HIPOACUSIA E ENCEFALOPATIA EM MULHER JOVEM (SÍNDROME DE SUSAC): RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
Autor: ANTÔNIO CLÁUDIO DE MAGALHÃES QUEIROZ GOMES
Coautor: MARCO AURÉLIO LANA PEIXOTO, RAFAEL MAXIMIANO BRAGA, RAPHAEL AGUILLAR TROTTA
Universidade Federal de Minas Gerais - HSG
Introdução: A síndrome de Susac é uma doença rara atribuída a uma microangiopatia envolvendo as arteríolas do cérebro, retina e cóclea. Descrita por John O. Susac em 1979 em duas mulheres jovens com a tríade (que pode aparecer de forma incompleta) de encefalopatia subaguda, oclusões de ramo de arteríolas retinianas e perda auditiva neurosensorial. Também descrita como RED–M (retinopathy, encephalopathy, deafness associated microangiopathy) ou SICRET ( small infarcts of cochlear, retinal, and encephalic tissue) . Desde 1979 só foram descritos, aproximadamente, 100 casos até os dias atuais.
Objetivo: Relato do caso de uma paciente em acompanhamento no departamento de neuroftalmologia do Hospital São Geraldo – HC – UFMG.
Caso Clínico: Paciente P.O.A.P.S. , 39 anos, sexo feminino, parda, com escolaridade de nível superior, agente sanitária de Contagem, MG. História teve início em 1998, quando ao acaso, percebeu perda do campo visual de olho esquerdo (OE) associado à perda auditiva em ouvido direito, zumbido de caráter progressivo e cefaléia com fenômenos visuais positivos. O olho direito (OD) também foi acometido ao longo dos anos, com perda de campo visual, mas em menor grau que OE. A paciente também tinha história de que há alguns anos apresentava sintomas psiquiátricos. No início eram mais brandos como nervosismo e depressão evoluindo com piora gradual, até uma tentativa de auto-extermínio. À fundoscopia tinha, em ambos os olhos (AO), disco óptico pálido difusamente com vaso fantasma adjacente à papila em OD. O laudo da ressonância magnética (RM) de crânio descrevia lesões na substancia branca e no corpo caloso sugestiva de doença desmielinizante sendo Esclerose Múltipla (EM) uma consideração diagnóstica. Na audiometria apresentava hipoacusia principalmente em ouvido direito em freqüências mais baixas. Após propedêutica extensa com exames clínicos, laboratoriais e de imagem foi sugerido o diagnóstico de síndrome de Susac e iniciado terapia com AAS e Azatioprina.
Conclusão: A fisiopatologia ainda é controversa, assim como o tratamento de escolha. Devido a tratar-se de enfermidade insuficientemente conhecida em nosso meio, chamamos a atenção para o diagnóstico diferencial, que inclui condições como esclerose múltipla, vasculites do sistema nervoso central e outros transtornos vasculares. Enfatizamos a importância da investigação diagnóstica e do alto grau de suspeição necessários para sua identificação, que pode estar sendo subdiagnosticada.
6. ANGEÍTE DE VASOS CONGELADOS: RELATO DE CASO
Autor: DÉBORA PINHEIRO SILVA
Coautor: HELENA HOLLANDA SANTOS, CLOVIS FREITAS, DANIEL VICTOR VASCONCELOS SANTOS, WESLEY RIBEIRO CAMPOS
INTRODUÇÃO: Angeíte de vasos congelados é uma entidade clínica rara, com o primeiro caso relatado na literatura em 1976, no Japão. Caracteriza-se por quadro florido de embainhamento perivascular de vênulas e arteríolas retinianas, bilateral na maioria dos casos. Acomete predominantemente crianças e adultos jovens, apresentando-se em geral com baixa de visão subaguda, floaters e fotopsias. A perda visual é variável, normalmente com boa recuperação. A causa é ainda desconhecida, mas acredita-se que ocorra por reação a diversos antígenos, com provável deposição de imunocomplexos. Pode ser secundária a outras causas de inflamação intraocular, como retinite por CMV. O curso clínico é variável e o uso de corticosteróides sistêmicos na maioria dos pacientes com perda visual relevante levou a resolução mais rápida do quadro.
RELATO DE CASO: J.F.A., sexo feminino, 46 anos, compareceu ao Serviço de Uveítes do HSG com quadro de turvação visual em ambos os olhos associada a hiperemia e dor oculares, com evolução de três dias. Negava sintomas sistêmicos ou tratamento prévio. História pregressa de hipotireoidismo (em uso de levotiroxina) e enxaqueca. Ao exame apresentava acuidade visual de 0,8 em ambos os olhos; tonometria de aplanação 13/12mmHg às 12h; biomicroscopia de segmento anterior mostrando hiperemia conjuntival, câmara anterior com células e flare (ambos 2+/4+), além de vítreo anterior com células 2+/4+. Á fundoscopia, embainhamento de vasos perifoveais bilateral, mais evidente em feixe maculodiscal à esquerda, e suspeita de edema macular. Prescrito uso tópico de dexametasona. Solicitada extensa propedêutica que revelou apenas sorologia positiva para CMV e Epstein-Barr (ambos IgG positivo e IgM negativo). AGF mostrou embainhamento arteriolar na região macular. OCT revelou lesões hiperreflexivas, e puntiformes em superfície e intimidade da retina em ambos os olhos, sugestivas de depósitos inflamatórios. Considerada hipótese de Angeíte de Vasos Congelados, forma primária. Evoluiu com melhora espontânea do quadro, com regressão progressiva dos sinais de vasculite a partir da segunda semana de evolução. Manteve acuidade visual de 1,0 em ambos olhos até última avaliação, com cerca de 60 dias de acompanhamento.
CONCLUSÃO: Angeíte de vasos congelados pode ocorrer de forma primária ou secundária a outras causas de inflamação intraocular. Por ser uma entidade rara e reconhecida a pouco mais de 30 anos, ainda não se sabe sua fisiopatologia completa. É importante a realização de extensa propedêutica laboratorial para caracterização da forma primária. A maioria dos casos tem evolução benigna. O emprego de corticosteróides sistêmicos pode ser útil em casos com perda visual importante.
7. DISPLASIA SEPTO-ÓPTICA: ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES COM BAIXA VISÃO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Autor: SILVEIRA L C, HOSPITAL SÃO GERALDO - BELO HORIZONTE
Coautor: GOMES A C M, SANTOS H H, SOUZA F V, FONTES P B, HOSPITAL SÃO GERALDO - BELO HORIZONTE
Objetivo: A Síndrome de Morsier, também conhecida como Displasia Septo-óptica, é caracterizada pela combinação variável de hipoplasia do nervo óptico e da hipófise e anomalias da linha média, que incluem agenesia de corpo caloso e do septo pelúcido. Dentre as deficiências hormonais, a de hormônio do crescimento é a mais frequente. Tem grande variação fenotípica entre os afetados e, além das anomalias referidas, podemos encontrar esquizencefalia, microcefalia e retardo mental, entre outras. Nosso objetivo é reportar dois pacientes com Síndrome de Morsier acompanhados no serviço de Visão Subnormal de um Hospital Universitário.
Materiais e métodos: Relatamos os casos de dois pacientes acompanhados em nosso serviço, através de revisão dos prontuários.
Resultados: B.O.S.R., dois anos e seis meses, filho único de casal sadio, não consanguíneos, sem história da Síndrome na família ou outros dados relevantes do ponto de vista genético. Trata-se de criança com história de hipóxia neonatal, hipoglicemia nas primeiras horas de vida e hipotireoidismo congenito. Necessita reposição hormonal de Puran T4, hidrocortisona e Hormonio do crescimento. Portador de visão subnormal: não fixa, reage ou segue o estímulo luminoso em ambos olhos. Apresenta ainda nistagmo horizontal de baixa amplitude e baixa frequência, esotropia, mantendo o olhar sobre infra-versão e à fundoscopia hipoplasia de vias ópticas bilateral. Ressonância magnética aos 9 meses de vida evidencia atrofia de quiasma óptico, hipófise diminuída e ectópica, sela túrcica vazia e septo pelúcido e corpo caloso sem alterações.
Conclusão: A SM é uma condição bastante heterogênea clinicamente. Esse diagnóstico deve ser aventado frente a um paciente com baixa estatura associada a nistagmo ou alterações do disco óptico. O acompanhamento desses pacientes deve contar com vários especialistas para se reconhecer e tratar possíveis complicações.
8. TRATAMENTO DE EDEMA MACULAR CISTÓIDE ASSOCIADO A NANOFTALMO COM DORZOLAMIDA TÓPICA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA.
Autor: VANESSA WAISBERG
Coautor: MARCIO NEHEMY
Introdução: Nanoftalmo é uma anomalia do desenvolvimento rara, caracterizada por um olho pequeno com organização interna e proporções relativamente normais. Geralmente é associado a hipermetropia elaevada, microcórnea e esclera espessada. Várias alterações oftalmoscópicas foram descritas, incluindo alterações maculares como hipoplasia, dobras de coróide e microcistos retinianaos. O tratamento tópico para edema macular cistóide é feito geralmente com inibidores de prostaglandina e corticóides.A dorzolamida tópica vem sendo descrita como uma opção terapêutica, principalmente para o edema macular cistóide (EMC) associado a retinose pigmentar.
Objetivo: O objetivo deste trabalho é apresentar um caso ECM associado a nanoftalmia que apresentou boa resposta ao tratamento com dorzolamida tópica.
Metodologia: O paciente foi submetido a exame oftalmológico completo, Retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica de domínio espectral ( SD-OCT), antes e após o tratamento com dorzolamida tópica – 1 gota em ambos os olhos de 8/8 horas.
Resultados: A paciente apresentou melhora significativa da acuidade visual e redução significativa do ECM após o tratamento.
Discussão: A dorzolamida tópica 3 vezes ao dia mostrou-se efetiva e segura para o tratamento do ECM associado a nanoftalmia. Que tenhamos conhecimento, essa é a primeira descrição de uso da dorzolamida tópica para tratamento desse tipo de edema. Estudos adicionais, envolvendo maior numero de pacientes, e maior tempo de seguimento, são necessários para melhor se avaliar o índice sucesso e eventuais efeitos colaterais adversos desse tratamento, a longo prazo.






